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| Detalhe Obra Regina Silveira |
Resolví dar mais uma chance a mim mesmo de entender a nova edição da bienal. Desta vez tive o cuidado de ler tudo primeiro e disposto a mergulhar intensamente na proposta da curadoria, fui um visitante atento, paciente e aberto à novas experiências.
Algumas premissas são pertinentes para que se possa desvendar com prazer o significado histórico desta mostra. A primeira delas, como disse nosso poeta tropical é que "narciso acha feio o que não é espelho". O gostar está ligado ao sentimento pessoal do que já foi visto e aprovado, e como cada bienal é uma coisa diferente da outra, o novo pode causar rejeição institiva. Uma outra premissa é que a arte contemporânea tem como objetivo primordial romper paradigmas e propor ao espectador uma experiência sensorial que o leve a um novo olhar, se voce não permitir esta quebra, desista da bienal e vá ao cinema. Outra coisa que especialmente os brasileiros definitivamente não gostam, é olhar para seus vizinhos, saber dos seus problemas e pior ainda, Ser latino-americano. Pois é. O Brasil, goste voce ou não é latino e os problemas dos nossos hermanos são exatamente os mesmos que os nossos.
Enfim, nunca uma edição da bienal foi tão politica e nem tão latina e nunca foi tão local e global ao mesmo tempo. A arte é tratada cada vez mais como um instrumento investigativo de valor histórico, documental, instrumental e didático. Os projetos são extensos, complexos e quase sempre exigem que o visitante não apenas veja a obra, mas que entenda todo o processo e ai sim, reflita sobre a obra.
Entender a 8ª Bienal do Mercosul é um desafio ao paladar, é um fino prato para se degustar com delicadeza e respeito. Viajar pela mostra é percorrer a história, é entender conflitos, denúncias, depoimentos e ter uma visão lúdica e comprometida de quem vive e viveu de muito perto esses temas e soube transformar através de sua arte, uma visão de mundo e suas complicadas relações de poder, de posse, de domínio, de subjugação, de xenofobismo, racismo e imperialismo.
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| Detalhe obra de Yanagi Yukinori |
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| Detalhe obra Pablo Bronosten |
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| Detalha obra Jean-Fraçoois Boclé |
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Panorama obra de Paco Cao
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